Em pleno ano de 2026,
o Piauí ainda enfrenta uma situação bastante delicada a ser enfrentada: pessoas
que ainda trabalham em situação análoga à escravidão.
Quem tem registrado
esses casos é o Ministério Público do Trabalho. Há exatamente uma semana, um
total de 40 pessoas foram resgatadas após serem encontradas em condições
análogas à escravidão.
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Uma operação, que foi iniciada em agosto e concluída com esses resgates no começo de setembro, mais precisamente entre 24 de agosto e 2 de setembro, resgatou essas pessoas nas cidades de Sussuapara, Oeiras e Floriano.
A ação foi realizada
pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), pela Polícia Federal
(PF), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Defensoria Pública da
União (DPU).
Segundo o MPT-PI,
pelo menos 22 deles foram resgatados trabalhando em obras de pavimentação e na
construção de uma escola e de uma quadra esportiva. Em Floriano, oito estavam
em situação degradante durante a extração de palha de carnaúba. Em Oeiras, dez foram
resgatados em condições semelhantes durante atividades de extração de palha de
carnaúba.
Uma das pessoas
resgatadas era um adolescente de 17 anos. Durante as fiscalizações, as equipes
encontraram uma série de irregularidades. Segundo o MPT-PI, os trabalhadores
não tinham acesso a instalações sanitárias adequadas, consumiam água imprópria
para beber e não recebiam equipamentos de proteção individual (EPIs).
“Os empregadores
precisam se conscientizar e oferecer condições mínimas de trabalho. Em todos os
locais, tanto nas frentes de trabalho quanto nos alojamentos, as condições eram
bastante precárias”, informou, em entrevista, o procurador do Trabalho Edno Moura,
coordenador de Combate ao Trabalho Escravo do MPT-PI.
Os fiscais também
identificaram alojamentos superlotados e sem energia elétrica. Além disso, os
trabalhadores faziam refeições e necessidades fisiológicas ao ar livre, segundo
as equipes de fiscalização.
Da Redação Portal do
Rurik
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