A expectativa dos
aliados era de uma grande recepção ao governador Rafael Fonteles (PT), que
esteve em Buriti dos Lopes na tarde desta sexta-feira (28), acompanhado de
candidatos ao Senado e a deputado. Carros de som, paredões e uma estrutura
montada na Rua Padre Leal circularam pela cidade convocando a população para
participar do ato.
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Mas, apesar da mobilização, o que se viu foi uma recepção bem diferente da esperada. As ruas permaneceram praticamente vazias, enquanto um pequeno grupo de comissionados do Estado e aliados políticos tentava ocupar o espaço em frente ao palco e dar a impressão de uma participação maior.
O cenário levanta uma
pergunta inevitável: será que o esvaziamento tem relação com a insatisfação da
população diante das obras do Governo do Estado que continuam inacabadas ou
abandonadas no município?
Entre os exemplos
está o Complexo Esportivo de Buriti dos Lopes, cuja obra permanece inacabada
desde 2022. Outro caso é o Estádio de Coroa de São Remígio, que, segundo
moradores, está abandonado desde 2024. A situação já teria contribuído para o
cancelamento da tradicional Copa Coroense pelo terceiro ano consecutivo.
Enquanto estruturas
públicas seguem sem conclusão e equipamentos esportivos permanecem sem a devida
utilização, o governo estadual continua anunciando investimentos e realizando
agendas políticas pelo interior.
Em Buriti dos Lopes,
o ritmo das obras parece seguir no conhecido “passo de jabuti”: lento, quase
parado e distante da urgência cobrada pela população.
Ao deixar o
município, Rafael Fonteles leva consigo não apenas o resultado de uma agenda
política esvaziada, mas também um recado que pode ser difícil de ignorar: parte
da população parece cansada de promessas e quer ver obras concluídas, serviços
funcionando e resultados concretos.
Da Redação Portal do
Rurik
Informações: Portal
Boca do Povo

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