30 agosto 2026

Alunos denunciam falta de água, precariedade nos banheiros e sobrecarga de atividades no CETI Deputada Francisca Trindade, em Buriti dos Lopes

Estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral (CETI) Deputada Francisca Trindade, em Buriti dos Lopes, manifestaram indignação com as condições enfrentadas diariamente na unidade de ensino e também com a carga de atividades imposta aos alunos que permanecem em período integral.

Segundo o relato encaminhado à reportagem, os estudantes passam aproximadamente dez horas por dia dentro da escola e afirmam que, apesar da extensa jornada, enfrentam problemas que consideram básicos, como falta de água, condições inadequadas nos banheiros e insatisfação com a alimentação oferecida.

SIGA NOSSA PÁGINA DO PORTAL DO RURIK NO INSTAGRAM

Uma das principais reclamações é justamente a falta de água. Os alunos relatam que, em determinados momentos, não há água disponível e que, quando existe, estaria quente ou apresentaria sujeira e resíduos. A escola possui três bebedouros, mas, segundo os estudantes, nenhum estaria oferecendo água adequadamente gelada.

A situação seria ainda mais incômoda durante os horários de maior calor, especialmente no período próximo ao meio-dia, quando os alunos permanecem na instituição por várias horas.

Os estudantes também denunciam problemas nos banheiros, afirmando que, em algumas ocasiões, faltaria água e papel higiênico. Eles relatam ainda mau cheiro, sujeira e condições consideradas inadequadas de higiene.

Reclamações sobre a merenda

A alimentação escolar também aparece entre as principais queixas. De acordo com os estudantes, em determinados dias o lanche oferecido seria composto apenas por pão com suco ou um copo de abacatada.

Para os alunos, a quantidade e a qualidade da alimentação precisam ser analisadas, principalmente porque se trata de uma escola de tempo integral, onde os estudantes permanecem durante grande parte do dia.

Câmeras e falta de professores

Outro questionamento apresentado pelos estudantes envolve o sistema de câmeras de segurança da escola. Segundo eles, apesar da existência dos equipamentos, haveria situações em que problemas ocorridos dentro da unidade não teriam uma solução considerada satisfatória pelos alunos.

Os estudantes também relatam que, quando há ausência de professores, muitas vezes permanecem na escola aguardando, mesmo sem atividades ou aulas naquele período.

Sobrecarga fora do horário escola

Além das condições estruturais, os estudantes questionam a quantidade de atividades realizadas fora do horário da escola.

Segundo o relato, os alunos do ensino em tempo integral precisam cumprir atividades do curso de inglês English Central fora da jornada escolar. A reclamação não é contra o ensino de inglês, mas contra a forma como as atividades são acrescentadas à rotina de estudantes que já permanecem cerca de dez horas diariamente na instituição.

Os alunos afirmam que chegam em casa cansados e ainda precisam dedicar tempo às atividades do curso, o que, segundo eles, aumenta a sensação de pressão e sobrecarga.

“Nós não somos máquinas”, afirmam os estudantes no manifesto.

Para eles, educação de qualidade não deve ser medida apenas pela quantidade de horas que o aluno permanece dentro da escola ou pelo número de atividades realizadas. Na avaliação dos estudantes, também é necessário garantir descanso, convivência familiar e condições adequadas para o aprendizado.

“Não estamos pedindo luxo”

Os alunos afirmam que não estão reivindicando privilégios, mas condições que consideram básicas para permanecer em uma escola de tempo integral.

Entre as principais reivindicações estão água limpa e adequada para consumo, banheiros com água e papel higiênico, melhores condições de higiene, alimentação considerada digna, soluções para os períodos sem professores e uma revisão da quantidade de atividades realizadas fora do horário escolar.

O manifesto também critica o que os estudantes consideram uma inversão de prioridades. Segundo eles, enquanto problemas relacionados à estrutura, higiene, alimentação e ausência de professores ainda precisam ser solucionados, haveria preocupação com questões consideradas menos urgentes, como regras relacionadas ao uso de tênis ou à entrada de objetos pessoais, como pente e espelho.

O caso chama atenção para uma discussão maior sobre as condições oferecidas aos estudantes que passam praticamente todo o dia dentro da escola. Se a proposta é manter adolescentes por tantas horas no ambiente escolar, é razoável cobrar que a estrutura, a alimentação, a higiene e a própria rotina pedagógica estejam à altura dessa responsabilidade.

A reportagem apresenta as reclamações como relatos dos estudantes e fica aberta para que a direção do CETI Deputada Francisca Trindade e a Secretaria de Estado da Educação do Piauí apresentem esclarecimentos e informem quais providências estão sendo adotadas diante das denúncias.

Da Redação Portal do Rurik

Nenhum comentário:

Postar um comentário