11 março 2026

POLÍCIA| Advogado preso por intimidar juiz é investigado por cárcere privado e perseguição a prefeita no Piauí

O advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima, conhecido como Dr. Brandão, preso nesta terça-feira (10) em Parnaíba sob a acusação de coagir um magistrado, carrega um histórico recente de polêmicas e crimes graves. Segundo a Polícia Civil, ele também é alvo de inquéritos por perseguir uma prefeita e manter servidores públicos em cárcere privado no município de Murici dos Portelas, norte do estado.

As informações foram confirmadas ao portal g1 pelo delegado João Filipe, titular da Delegacia Seccional de Luís Correia.

O incidente em Murici dos Portelas

De acordo com as investigações, há cerca de um mês, o advogado teria invadido a Secretaria Municipal de Educação de Murici dos Portelas. Na ocasião, ele teria dado "voz de prisão" a funcionários do local. Mantido o grupo trancado no prédio por aproximadamente três horas, alegado um suposto flagrante que, após análise da Polícia Civil, foi classificado como totalmente ilegal.

"Ele teria dado voz de prisão ilegal a essas pessoas e as mantido em cárcere privado. Constatamos que a ação não tinha amparo jurídico", explicou o delegado João Filipe.

Coação a magistrado e conexão com o Crime Organizado

A prisão ocorrida nesta terça-feira foi motivada por uma investigação que aponta métodos agressivos de intimidação contra um juiz do litoral piauiense. O objetivo de Jonatã seria interferir em decisões judiciais.

Segundo a polícia, as táticas de constrangimento incluíam, monitoramento, com acompanhamento dos passos do magistrado, e intimidação, com o uso de nomes e contatos de pessoas ligadas ao crime organizado para pressionar o Judiciário.

Histórico de crimes

Além das acusações de cárcere e coação, o advogado responde por uma série de delitos contra servidores e moradores da região, incluindo, desacato e ameaça, além de calúnia e difamação.

Até o momento, a defesa do advogado não se pronunciou publicamente sobre as acusações.

Fonte: Portal Boca do Povo

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