Só faltou alguém
apertar o botão de "reiniciar campanha"
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reformular a estrutura de sua campanha para o
segundo turno depois de reconhecer que o primeiro turno foi, segundo suas
próprias palavras, a campanha “menos organizada” de sua trajetória eleitoral
desde 1989.
Entre as mudanças
está a entrada de Camilo Santana na coordenação-geral, ao lado de Edinho Silva.
A campanha também pretende mudar a comunicação nas redes sociais, reforçar a
presença de lideranças políticas e adotar uma abordagem diferente em temas como
segurança pública.
Na prática, o comando
petista percebeu que era preciso mexer na estratégia depois do primeiro turno.
E o próprio Lula acabou admitindo aquilo que muitos adversários já vinham
apontando: faltou organização.
Crítica
Agora apareceu a
fórmula mágica: muda coordenador, troca estratégia, reforça a comunicação e
grava vídeo de selfie. Só faltou alguém apertar o botão “reiniciar campanha”.
O curioso é que a
desorganização não foi descoberta antes da eleição. Foi preciso chegar ao
segundo turno para perceber que alguma coisa precisava mudar.
Se a própria campanha
admite que poderia ter feito mais e que foi a menos organizada da trajetória de
Lula, fica a pergunta: quem estava comandando tudo isso até agora?
O segundo turno
começou e, pelo visto, a equipe petista resolveu fazer uma reforma de
emergência na campanha. É quase como trocar os pneus depois de perceber que o
carro já estava andando na direção errada.
Agora resta saber se
a mudança de peças será suficiente para mudar o rumo da campanha ou se será
apenas mais uma tentativa de apagar o incêndio depois que a fumaça já tomou
conta do ambiente político.
Da Redação Portal do Rurik

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