05 novembro 2026

Precatórios do FUNDEF: Sindicato e advogados contestam proposta da Prefeitura e professores cobram 60% integrais em Murici dos Portelas

O Sindicato dos Servidores Públicos de Murici dos Portelas reuniu professores beneficiários dos precatórios do antigo FUNDEF, no dia 31 de outubro, para discutir a destinação dos juros e dos tributos incidentes sobre a indenização milionária que o município está prestes a receber da União.

A reunião contou com a participação da diretoria sindical, de representantes da ASSOCIAPREC (Associação de Beneficiários), do presidente da entidade, Celso Oliveira, e do advogado Paulo Galvão, responsável pela assessoria jurídica dos profissionais da educação que trabalharam na rede municipal entre 2001 e 2006.

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A discussão gira em torno da destinação dos recursos. Segundo os representantes dos professores, a legislação e uma sentença judicial garantem que 60% do valor total sejam destinados ao rateio entre os profissionais do magistério da época, enquanto os outros 40% devem ser aplicados na estrutura da educação municipal.

A principal divergência envolve os juros dos precatórios. De acordo com o sindicato, após uma reunião com a administração municipal, o presidente da entidade foi informado de que a Prefeitura pretende ficar com esses valores, entendimento contestado pelos representantes dos beneficiários.

O sindicato e a associação argumentam que os juros também devem integrar a base de cálculo do rateio dos professores. Segundo as entidades, a interpretação defendida pela administração poderá provocar uma redução superior a 75% no valor destinado aos profissionais, comprometendo significativamente o pagamento dos beneficiários.

Assembleia rejeita mudanças e não descarta recorrer à Justiça

Durante a assembleia, foram debatidos os juros, o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias incidentes sobre os precatórios. Ao final, os participantes decidiram, por unanimidade, rejeitar qualquer alteração na destinação dos recursos e defender que o rateio seja realizado conforme a legislação e a sentença judicial mencionada pelas entidades.

Os beneficiários também decidiram continuar buscando diálogo com os poderes Executivo e Legislativo. Caso não haja entendimento, a questão poderá ser levada novamente à Justiça.

O presidente da ASSOCIAPREC, Celso Oliveira, reforçou a posição dos professores e afirmou que a mobilização busca garantir o cumprimento das leis e o pagamento integral dos 60% aos profissionais beneficiários.

Já o presidente do sindicato defendeu que a gestão municipal seja sensibilizada durante a elaboração do projeto de lei e pediu aos vereadores que analisem a proposta antes da votação, garantindo que o texto respeite os direitos reivindicados pelos professores.

Da Redação - Portal do Rurik

Fonte: Ascom 

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