O deputado federal
Merlong Solano (PT-PI) terá o processo relacionado à Operação Águas de Março
remetido ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). A investigação apura
suspeitas de corrupção, fraude em licitações e possíveis crimes eleitorais.
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A decisão foi tomada
na segunda-feira (10) pelo juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Manfredo
Braga Filho. Segundo o magistrado, a presença de investigados que possuíam foro
por prerrogativa de função à época dos fatos justifica que o processo seja
analisado pela segunda instância.
Além de Merlong
Solano, outras sete pessoas são investigadas no caso, entre elas os
ex-deputados estaduais João de Deus e Lisiêux Feitosa Coelho. A medida busca
evitar que a investigação seja dividida entre diferentes instâncias judiciais,
mantendo os envolvidos no mesmo processo.
A Operação Águas de
Março foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (GAECO)
e contou com participação do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI). A
apuração envolve suspeitas relacionadas a contratos públicos e possíveis irregularidades
em processos de contratação de empresas pelo poder público.
Entre os contratos
analisados pelas investigações estão serviços relacionados à pavimentação e
recuperação de estradas. Documentos do TCE-PI também registram o
compartilhamento de elementos obtidos durante a operação e a análise de
materiais apreendidos.
Em julho de 2026, o
TCE-PI aplicou novas sanções relacionadas a uma das empresas investigadas no
âmbito da operação, declarando a construtora Novo Milênio inidônea para
contratar com a administração pública por cinco anos e imputando débito
superior a R$ 1,6 milhão à empresa e a agentes públicos.
A remessa do processo
ao TJ-PI não representa, por si só, condenação dos investigados. As suspeitas
ainda serão analisadas no âmbito judicial, assegurados aos envolvidos o direito
à defesa e ao contraditório.
Da Redação Portal do Rurik

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