Ao todo, foram
cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Piracuruca, no
Piauí, e Águas Lindas, em Goiás.
TERESINA, PI - A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento de servidores públicos durante a deflagração da Operação Escudo Eleitoral III, realizada nesta quinta-feira (29). A ação tem como foco a investigação de crimes eleitorais relacionados às Eleições Municipais de 2024. As duas investigadas são Adriana Enfermeira (PT), que exerce mandato de vereadora, e Maria Thamyres, servidora da Assembleia Legislativa do Piauí.
A vereadora Adriana Enfermeira, é da cidade de Piracuruca, e mantém parceria política com o deputado estadual Rubens Vieira (PT).
Ambas foram afastadas
para evitar o uso da estrutura administrativa na ocultação de provas,
influência sobre testemunhas ou interferência no andamento das investigações.
As informações foram confirmadas por uma fonte da Polícia Federal ao
Cidadeverde.com. A reportagem busca contato com as duas investigadas e com as
instituições citadas.
Ao todo, foram
cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Piracuruca, no
Piauí, e Águas Lindas, em Goiás. Entre as medidas cautelares determinadas pela
Justiça Eleitoral estão o afastamento do exercício de cargos públicos da
vereadora e da servidora da Assembleia Legislativa do Piauí.
De acordo com os elementos apurados, há indícios de que Alexandro, apontado como liderança do tráfico na região, irmão da vereadora, teria utilizado recursos de uma facção criminosa para financiar a campanha eleitoral da irmã, Adriana Enfermeira. A investigação também indica que ele colocou a filha dele como servidora na Assembleia Legislativa do Piauí.
A operação contou com
o apoio do Canil da Polícia Civil do Piauí e foi autorizada pelo Juízo de
Garantias do Núcleo I da Justiça Eleitoral do Piauí. Além das diligências, a
Justiça determinou duas medidas cautelares de afastamento do exercício de
cargos públicos, atingindo uma agente política e uma servidora.
A investigação
As medidas judiciais
buscam evitar o uso da estrutura administrativa para ocultação de provas,
influência sobre testemunhas ou interferência no andamento das investigações,
além de impedir a continuidade dos fatos apurados e assegurar o regular
funcionamento do processo eleitoral.
A investigação teve
início em novembro de 2025, a partir do compartilhamento de informações de um
inquérito anterior. Os dados indicaram possível ligação entre integrantes de
facção criminosa e o financiamento de campanhas eleitorais, o que levou à abertura
de nova apuração pela Polícia Federal.
De acordo com as
investigações, há indícios de utilização de recursos de origem criminosa para
financiar campanhas, além de práticas voltadas à obtenção de votos, incluindo a
ocultação da origem de valores e bens empregados no processo eleitoral.
Os investigados podem
responder pelos crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio,
falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal
informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser
adotadas após a análise do material apreendido.
Edição: Portal do
Rurik
Fonte: Cidade Verde

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